domingo, 23 de agosto de 2009

didática - hipérbole, elipse, parábola I


aqui um exemplo interessante de como anda a edição de livros didáticos no brasil. me foi pedido, por escrito, pelo intermediário da editora "x", o seguinte: – "ilustração bem engraçada em dois quadrinhos: uma garota de 15 anos passeando com os seus três cachorros no parque. ela quer caminhar, mas os cachorros a atrasam. então a todo momento ela tem de chamá-los: (no balão) vem, elipse! vem, hipérbole! vem, parábola! no quadrinho seguinte, dois garotos (15 anos) conversam sobre a cena. o primeiro: "a aninha deve gostar muito de português!" o segundo: "ou de matemática."(sic) – não sei se quem fez o bizarro pedido foi o autor ou o editor, mas tentei dissuadir o intermediário de levar adiante uma idéia tão descabida para um livro didático. não consegui, e também não me contentei em traduzir literalmente o que era pedido. a saída que encontrei foi esta, mais surrealista do que eles poderiam imaginar. optei por relacionar as "figuras de estilo" com os respectivos cachorros: elipse = supressão, hipérbole = exagero, parábola = simbolismo (cachorro/salsicha). o intermediário não aceitou, porque ao invés de um cachorro com duas cabeças (hipérbole), via dois cachorros copulando (???).

2 comentários:

jo fevereiro disse...

Recebi hoje dois comentários, um aqui e outro na postagem seguinte, que versa sobre o mesmo assunto. Como registrei na primeira postagem deste blog, para mim todos os comentários são bem-vindos. Tenham críticas favoráveis ou não, sejam elogiosos ou não, todos têm a sua importância. Eu decidi deletar os referidos comentários por estarem truncados, absolutamente ininteligíveis e anônimos. Talvez eu até os deixasse ficar em outras postagens, mas estas duas tratam de um tema muito caro para mim e gostaria de discuti-las, sempre, de modo claro e inteligente.

Hildegard disse...

Fantastic!